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Entidades médicas lançam campanha nacional por inclusão de medicamentos contra obesidade no SUS

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Por Geovanna Matos, na redação / Foto: getty images

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) lançou uma campanha nacional para pressionar pela inclusão de medicamentos contra a obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa tem apoio da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) e busca dar mais visibilidade a um problema de saúde pública que cresce em ritmo acelerado no Brasil.

De acordo com o Atlas Mundial da Obesidade, 31% dos adultos brasileiros já estão obesos e 68% têm sobrepeso. Isso significa que quase sete em cada dez brasileiros convivem com o excesso de peso. A previsão é ainda mais preocupante: até 2044, quase metade da população adulta poderá estar obesa. Além dos riscos à saúde, a obesidade gera custos bilionários para o sistema público.

Apesar de a obesidade ser reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença crônica multifatorial, o SUS ainda não oferece remédios para tratamento da obesidade, incluindo as chamadas “canetas emagrecedoras” — medicamentos injetáveis também usados no combate ao diabetes tipo 2. Atualmente, o sistema disponibiliza apenas orientações sobre dieta e exercícios, acompanhamento médico e psicológico, além da cirurgia bariátrica para casos graves.

Nos últimos anos, a Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) rejeitou a inclusão de quatro medicamentos para obesidade, alegando falta de custo-benefício. Agora, a campanha das entidades médicas busca reabrir o debate, defendendo que o tratamento medicamentoso contra obesidade esteja disponível para quem depende da rede pública, e não apenas para pacientes que podem pagar na rede privada.

 

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