Por Samara Matos, na redação
A chegada do outono nesta sexta-feira (20) será marcada por um cenário típico de transição climática. A estação começa ainda com características do verão, como temperaturas elevadas, alta umidade e previsão de pancadas de chuva, com risco de temporais isolados.
De acordo com a Defesa Civil do Estado de São Paulo, a segunda quinzena de março deve concentrar maior instabilidade atmosférica. A combinação de calor e umidade favorece a formação de nuvens carregadas, que podem provocar chuvas intensas em curto período, além de rajadas de vento e descargas elétricas.
Em abril, as chuvas continuam frequentes, porém mais distribuídas e com menor intensidade. Apesar disso, ainda há possibilidade de pancadas mais fortes em alguns momentos. As temperaturas começam a cair de forma leve, mas as tardes seguem quentes e as mínimas permanecem amenas.
Já em maio, a tendência é de redução gradual das chuvas, com predomínio de precipitações fracas a moderadas. O risco de temporais diminui, enquanto as temperaturas mínimas passam a cair de forma mais perceptível, indicando a consolidação da mudança de estação.
Na transição para junho, o avanço de massas de ar frio provoca queda mais acentuada das temperaturas, principalmente durante as madrugadas. As chuvas se tornam mais irregulares e menos intensas, reduzindo significativamente o risco de eventos severos.
Com a chegada do inverno climático, em junho, o cenário será de maior estabilidade atmosférica, com temperaturas mais baixas e diminuição expressiva na frequência de chuvas.
A Defesa Civil orienta que, durante este início de outono, a população mantenha atenção redobrada, especialmente em dias de chuva intensa. A recomendação é evitar áreas alagadas, não enfrentar enxurradas, manter distância de encostas e buscar abrigo em locais seguros.
Além das mudanças no clima, o período também exige atenção com a saúde, especialmente por causa do aumento de problemas respiratórios. A queda de temperatura, o ar mais seco e a maior permanência em ambientes fechados favorecem a circulação de vírus, principalmente entre crianças.

