Direto da Redação
O segundo inquérito da Polícia Civil para investigar os mandantes do suposto ‘falso atentado’ contra o ex-prefeito Aprígio no dia 18 de outubro de 2024, período do segundo turno das eleições, foi finalizado em fevereiro de 2026 sem identificar os mandantes do crime.
Duas pessoas estão presas e três foragidas e respondem por tentativas de homicídios, já que atiraram contra o veículo que, além do prefeito, tinha outros três passageiros.
Sem provas para indicar os supostos mandantes, a tese de que o ex-prefeito teria forjado o atentado para tentar ganhar a eleição não se sustenta. Aprígio, aliás, sempre negou qualquer participação no crime e garante ser vítima.
Em seu depoimento, o ex-mandatário chorou, quando foi questionado pelo promotor se ele tinha informação de que o atentado foi arquitetado por seu grupo político.
“Eu não gostaria de acreditar que partiu do meu grupo político, mas a gente… tudo é possível. A gente não pode dizer que também, né… que não foi. Eu quero que a Justiça apure, que vai chegar no culpado, e quero ver esse culpado na cadeia”, disse Aprígio.
Em fevereiro do ano passado, o Ministério Público e a Polícia Civil deflagraram a “Operação Nada Oculto”, onde fizeram buscas e apreensões na casa do ex-prefeito, de secretários e de outros suspeitos para comprovar a tese do falso atentado.
Em nota oficial, a defesa de Aprígio reitera a tese de que ele “foi vítima de um grave atentado” e que o fato “por pouco não resultou em sua morte”. 00
NOTA À IMPRENSA
A defesa de José Aprígio da Silva, ex-prefeito de Taboão da Serra, vem a público se manifestar acerca da conclusão do Inquérito Policial instaurado para apurar a tentativa de homicídio ocorrida em 18 de outubro de 2024.
Após extensa investigação conduzida pela Polícia Civil, com a realização de diversas diligências, perícias e análises de aparelhos eletrônicos apreendidos, o relatório final do inquérito, concluído em 21 de janeiro de 2026, não apontou qualquer elemento capaz de identificar os supostos mandantes do crime.
Importante destacar que José Aprígio da Silva não foi indiciado, o que evidencia a inexistência de provas que o vinculem à absurda narrativa de que teria participado de qualquer suposta “armação”, versão esta que sempre foi rechaçada pela defesa desde o início.
Reitera-se que José Aprígio foi vítima de um grave atentado, tendo sido atingido por disparo de arma de fogo de grosso calibre durante o período eleitoral, fato que por pouco não resultou em sua morte.
Desde o primeiro momento, José Aprígio colocou-se à disposição das autoridades e sempre confiou no trabalho das instituições responsáveis pela apuração dos fatos. A conclusão do inquérito reforça aquilo que sempre foi sustentado pela defesa: não há qualquer elemento que afaste a condição de vítima do ex-prefeito.
A defesa segue confiante de que as autoridades competentes continuarão empenhadas na identificação e responsabilização dos verdadeiros mandantes deste crime bárbaro, que atentou não apenas contra a vida de José Aprígio, mas também contra a normalidade do processo democrático.
São Paulo, 06 de março de 2026.
Allan Mohamed Melo Hassan
OAB/SP nº 346.606


