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Justiça eleitoral cassa chapa Ney Santos e Hugo Prado eleita em Embu das Artes; cabe recurso

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Direto da redação

A Justiça Eleitoral cassou na noite desta segunda-feira (15) a chapa do prefeito reeleito Ney Santos (Republicanos) e o vice-prefeito Hugo Prado (MDB) por abuso de poder econômico e político, além do uso indevido da comunicação social da Prefeitura. Também está suspensa a diplomação de ambos, previsto para acontecer nesta semana. A decisão cabe recurso. [VEJA A ÍNTEGRA DA DECISÃO]

O pedido de cassação foi feito pela coligação “Coragem para renovar Embu das Artes”, da candidata do PT, Rosangela Santos, que teve 27.178 votos e ficou em segundo lugar na disputa eleitoral.

Na decisão do juiz eleitoral, Gustavo Sauaia Romero Fernandes, afirma que houve “publicações de promoção pessoal e uso promocional de distribuição de bens pelo Poder Público”. Uma diligência chegou a ser realizada na gráfica responsável pela impressão do material.

Em nota oficial, encaminhado à imprensa, Ney Santos – reeleito com 61.660 votos – disse receber “com tranquilidade a decisão da Justiça, embora não concorde” e que vai recorrer da decisão. Ele reforça ser vítima de perseguição política dos adversários, que foram derrotados nas urnas e “tentam levar as eleições para o tapetão”.


CONFIRA A NOTA NA ÍNTEGRA

PREFEITO NEY SANTOS

NOTA À IMPRENSA

Em face da decisão judicial proferida pelo juiz Gustavo Romero Fernandes publicada nesta segunda-feira (14), nos manifestamos:

Recebemos com tranquilidade a decisão da justiça, embora não concordemos, e vamos recorrer da decisão. Em toda a nossa gestão sempre tivemos como premissa a transparência com a população.

Mais uma vez estou sendo vítima da perseguição política dos adversários, que não tendo êxito nas urnas tentam levar as eleições para o tapetão. Não esperava nada de diferente vindo do digno juiz eleitoral da 341a Zona Eleitoral de Embu das Artes, pois em outras oportunidades, contrariando tudo o que constava dos autos, julgou da mesma forma que este.

O que causa estranheza é que a sentença tenha saído apenas algumas horas após a apresentação das alegações finais feita pela nossa defesa, o que só pode me levar a entender que a sentença já estava pronta, pouco importando o que fosse dito pelos meus advogados.

É bom enfatizar que não fiz nada de diferente daquilo que é feito pelos demais prefeitos do país, prestei contas dos primeiros três anos do meu mandato, por meio de uma revista de Prestação de Contas, confeccionada em janeiro de 2020 (fora do período eleitoral), e custeada pelos meus próprios recursos. No que concerne ao informativo COVID-19, fiz aquilo que se espera de todo bom governante, informei à população das medidas que foram tomadas.

A grande verdade é que estou sendo condenado por trabalhar. Impossível não deixar a população à par do que estava sendo realizado no combate à pandemia, que infelizmente tirou muitas vidas, e graças à nossa iniciativa conseguimos agir rápido para que o desastre não fosse maior em nossa cidade. Há uma incoerência em tudo isso, posto que quando o governante se cala é cobrado por isso, e quando dá publicidade aos atos é condenado.

Em tempos de pandemia quando contatos sociais não são aconselháveis, as Redes Sociais são os meios pelos quais os detentores de mandato tem se valido para se comunicar com a população, repito, não fiz absolutamente nada de diferente dos demais prefeitos, todavia, parece-me que o que vale para os demais, não vale para mim. Sou atacado constantemente pelos meus adversários nas Redes Sociais, sendo que o que me resta como resposta é mostrar as realizações do meu governo. O material postado em minha página pessoal, nada tem a ver com publicidade institucional da prefeitura de Embu das Artes.

Tranquilizo os mais de 60 mil eleitores que votaram em mim, e reafirmo que nada de irregular fiz, e continuarei honrando a confiança que me foi depositada. Eleições se ganham nas urnas e não nos Tribunais. Neste momento nossos advogados já estão trabalhando para reverter a decisão, pois cabe recurso e confiamos na imparcialidade da justiça.

Se Deus quiser vamos continuar o nosso trabalho, seremos diplomados e vamos tomar posse para continuarmos trabalhando para a nossa população, como sempre fizemos, para que a nossa gente se desenvolva com dignidade.

Embu das Artes, 15 de dezembro de 2020

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