Direto da redação
A Câmara de Taboão da Serra aprovou na terça-feira (6) votou de repúdio contra o ministro do STF, Luis Roberto Barroso, que suspendeu a lei que criou o piso nacional da enfermagem. A autoria do pedido foram os vereadores Enfermeiro Rodney e Érica Franqunini, que trabalhavam em hospitais antes de se tornarem políticos.
“Ele suspendeu o piso nacional da enfermagem. Um crime a todos os enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiros. Uma luta de décadas desses profissionais que atendem a nossa população. A enfermagem é a única categoria que atende os pacientes do início [entrada ao serviço de saúde] ao final [saída do serviço de saúde]. Então, ministro Barroso, reveja essa situação”, critica Enfermeiro Rodney.
Na lei aprovada pelo Congresso Nacional, o salário base do enfermeiro é de R$ 4.750. Técnicos de enfermagem receberiam 70% deste valor, R$ 3.3250. E auxiliares de enfermagem e parteiras, R$ 2.375, correspondente a 50% do piso.
Barroso suspendeu a aplicação da lei até que os impactos econômicos da medida sejam detalhados. Ele acatou o pedido da Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos de Serviços.
“O ministro Barroso, ao suspender o piso da enfermagem, cometeu um erro brutal. É uma categoria que se dedica à população e com esse vírus, da Covid-19, foi linha de frente. O presidente [Bolsonaro] sanciona a lei e agora o ministro diz que não dá. […] A enfermagem é o elo principal da saúde, sem a enfermagem o hospital para. A saúde não será nada. Por isso, meu voto de repúdio”, discursa Érica Franquini.
A suspensão da aplicação da lei está em votação pelos ministros do STF. Até essa segunda, dia 12, o placa está 5 a 2 a favor da suspensão. Ainda faltam quatro ministros votarem.


