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Servidores em greve protestam na Câmara; TaboãoPrev explica estudo para revelar impactos financeiros de aumento salarial

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Por Geovanna Matos, no Jardim Helena 

Um grupo de servidores públicos de Taboão da Serra que está em greve há quase uma semana protestou na Câmara Municipal nesta terça-feira (10) durante a sessão legislativa. Eles pedem melhorias salariais, incluindo aumento do vale alimentação, reajuste salarial de 7,5%, pagamento de gratificações, entre outras demandas. Uma das principais, de que o salário base não seja inferior ao mínimo nacional, há um compromisso do prefeito Engenheiro Daniel em cumprir após a TaboãoPrev entregar um estudo e a Câmara aprovar um projeto de lei.

O presidente do SindTaboão, Anderson Luís, ocupou a tribuna da Câmara para defender as reivindicações dos servidores. Segundo ele, é lamentável que, em um município com alta arrecadação, os funcionários públicos precisem lutar pelo mínimo. “Eu fico triste  de nós estarmos numa luta reivindicando o mínimo. Eu não me conformo ainda, nós estarmos buscando o mínimo. Um município que tanto arrecada, e vem se arrastando e tendo o pior salário da região”, diz.

Quem também falou durante a sessão foi a presidente Eliana Bendini da TaboãoPrev, autarquia responsável pela aposentadoria dos servidores, explicou como está o andamento do estudo atuarial, solicitado pelo prefeito Engenheiro Daniel para atender a demanda dos servidores.

“Existe uma empresa de assessoria contratada para realização do estudo atuarial, que tem previsão de 30 a 45 dias para finalizar. Estamos pedindo extrema prioridade, mas não posso pedir para o estudo ser feito de qualquer jeito”, diz Eliana. O estudo começou a ser feito no final de maio.

O presidente da Câmara, Carlinhos do Leme, lembra da conquista da aprovação da lei em 2018, que obriga a Prefeitura a conceder – no mínimo – a reposição da inflação, mas reconhece a “legitimidade da greve” e se compromete a combater a “qualquer perseguição”, que alguns servidores afirmam estar acontecendo.

 

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